Introdução ao LINQ to SQL

      A utilização de padrões baseados em orientação a objetos, tornou-se um dos requerimentos em qualquer aplicação atual. Já possuímos pleno domínio do  mundo OOP (Object Oriented Programming). Então chegou o momento de vencermos mais um desafio que é a barreira existente entre dados e objetos. Nosso primeiro passo será portar toda essa experiência adquirida  para fechamos o elo faltante que é a integração com base de dados, arquivos XML e objetos. A partir desse momento, estamos dando um grande salto na evolução de todos os conceitos atuais e iniciado de vez na linha do O/R Mapping (Mapeamento Objeto Relacional) e na exploração plena e orientação aos objetos no desenvolvimento de software. O .NET recebeu algumas extensões para permitir amplo suporte ao novo modelo de manipulação de objetos que ganhou o nome de LINQ (Language Integrated Query) conforme figura 01.

Figura 01 – Introdução ao LINQ

       As mais diversas consultas de dados serão encapsuladas pelo mecanismo do LINQ expondo apenas objetos, tornando transparente se você usa um banco de dados, um xml ou outra fonte de dados qualquer.
.NET Framework 3.5

      Para permitir o suporte a linguagem integrada de consulta, foi incorporado ao .NET algumas novas funcionalidades de forma a suportar o LINQ (Linguagem Integrada de Consulta). Dentre as novas funcionalidades, podemos citar: Tipos anônimos, expressões lambdas e extensões de métodos, além da query de consulta.
O/R Mapping

       O modelo de mapeamento objeto relacional para banco de dados SQLServer, consiste no mapeamento das tabelas do banco de dados como classes, campos como propriedades, procedures e funções como métodos de forma que você tenha no designer de classe da aplicação um conjunto de classes que representam visão 1:1 do seu banco de dados. Acompanhe na figura 02 a tabela ‘Products’ do banco de dados e na figura 03 a representação da mesma já mapeada como a classe ‘Product’ conforme figura 03. Uma vez feito o mapeamento pelo simples processo de arrastar a tabela do banco para dentro do designer de classes, os desenvolvedores do projeto já podem usar o LINQ para manipular os objetos criados a partir das classes mapeadas.

Figura 02 – Tabela ‘Products’ do banco de dados

Figura 03 – Classe mapeada ‘Product’

       Após estabelecer o mapeamento, os benefícios são imediatos pois, a classe mapeada é igual a qualquer outra do .net. Então você de imediato, já vai ter acesso pelo Intellisense do Visual Studio sem precisar conhecer nomes de campos no banco de dados que agora aparecem para você como propriedades. Outro ganho, é sobre as consultas do LINQ que mostrarei logo a seguir. Como todo acesso será por meio das mesmas, você só vai escrever código .NET que além do Intellisense já comentado será validado contra erros de digitação pelo compilador.
Para melhor entender esse novo cenário, vamos retornar ao acesso tradicional usando ADO.NET para recuperar as informações do nosso banco de dados conforme Listagem 1.

ADO.NET

SqlConnection c = new SqlConnection(…);
c.Open();
SqlCommand cmd = new SqlCommand(
@”SELECT p.ProductID, p.ProductName
FROM Products p
WHERE p.ProductName = @p0
“);
cmd.Parameters.AddWithValue(“@p0”, “XYZ“);
DataReader dr = c.Execute(cmd);
while (dr.Read())
{
string ID = dr.GetString(0);
string ProductName = dr.GetString(1);
}
dr.Close();
Listagem 01 – Consulta usando ADO.NET.
Agora que você já relembrou o acesso tradicional, confira na listagem 02 e na figura 04 o novo modelo de consulta utilizando o LINQ.

LINQ

var db = new NorthwindDataContext();
var consulta = from p in db.Products
                    where (p.ProductName==”ZYZ”)
                    select new
                   {p.ProductID,p.ProductName};
this.GridView1.DataSource = consulta;
this.GridView1.DataBind();
Listagem 02 – Consulta usando LINQ.

Figura 04 – Digitando consulta para coleção de produtos.

         Você deve ter tido duas reações. Primeiro viu a diferença na qualidade de linhas de código para fazer a operação e não tenho dúvidas que você já está curioso para aprofundar os estudos no LINQ to SQL. Em segundo, deve estar estranhando a forma de construção desse código e aí que entra o .NET 3.5. Declaramos um objeto anônimo chamado de consulta e depois seu tipo com o resultado da query expression na coleção Products. Ao fazermos essa consulta, o LINQ vai converter essa solicitação em um código T-SQL e vai buscar no banco de dados as linhas referentes aos objetos solicitados. Ao receber a resposta do banco de dados, ele vai retornar uma coleção de objetos que armazenaremos no objeto consulta. O resto foi somente popular essa coleção no gridview. Você pode conferir o exemplo do código T-SQL gerado pelo LINQ na listagem 03. Uma característica importante que vale ressaltar nesse momento, é que o objeto consulta mesmo sem ser inicializado com um tipo especifico, ele é fortemente tipado, sendo que logo após a definição do seu tipo, ele não pode ser modificado.

T-SQL

SELECT [t0].[ProductID], [t0].[ProductName]
FROM [dbo].[Products] AS [t0]
WHERE [t0].[ProductName] = ‘ZYZ’;
Listagem 03 – Código T-SQL gerado pelo LINQ.
Conforme você observou na figura 04, com o LINQ seu acesso a dados será simplificado e o conhecimento da base de dados será o uso da sua linguagem de programação no dia a dia usando o próprio Intellisense sem precisar conhecer todos os nomes do banco de dados. Um comentário interessante ainda sobre essa questão, é o código ‘where’ na figura 04 e o código T-SQL gerado no banco de dados conforme listagem 03, onde você observa que um código .net é convertido para código T-SQL pelo LINQ.

About Gustavo Delfino

Analista / Desenvolvedor de Sistemas com especialização em aplicações Web e SharePoint. Trabalho com .NET e SharePoint desde 2008. Também com Dynamics CRM desde de a versão 4.0. Certificações : MCTS, MCSD, MCSA e MCDS.
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